Exposição

QUE Brut: do silêncio ao gesto

mostra coletiva

04/09/26

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26/09/26

quarta a sexta

13h

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18h

sábado

11h

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17h

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QUE Brut: do silêncio ao gesto. Exposição que celebra os trabalhos dos 100 artistas que passaram pela residência artística, a única com foco total em artistas com deficiência intelectual. 100 artistas com deficiência intelectual e transtornos mentais em uma residência inédita. A celebração da pura art brut.

Um gesto aqui, não é só um movimento do corpo.
Aqui o gesto dá espaço ao silêncio.
Ao silêncio de gerações,
ao silêncio experienciado,
esperado
imposto,
ao silêncio que aqui dentro se quebra,
e vira gesto.
O gesto de emergir como artista.
De gritar usando tinta.
Aqui o silêncio grita alto e vira gesto.
E o gesto vira obra.

Existe um instante em que a imagem ainda não encontrou nome, em que a forma antecede qualquer explicação e o pensamento se manifesta pelo corpo, pela insistência, pela cor e pelo gesto. É desse território que parte “QUE Brut: do silêncio ao gesto”.

Mais do que um movimento, a Art Brut é um campo de produção artística marcado pela construção de linguagens e grafias que se desenvolvem fora das convenções acadêmicas e mercadológicas. São práticas que afirmam a autonomia do gesto criativo e ampliam nossa compreensão sobre quem produz arte, como ela circula e quais narrativas ocupam os espaços de legitimidade.

É também a partir dessa perspectiva que o Instituto QUE Brut atua, com a convicção de que artistas com deficiência intelectual e/ou transtornos mentais devem integrar como protagonistas o cenário da arte contemporânea, e não de maneira periférica. Foram 100 artistas que passaram pela primeira edição da única e maior residência artística focada em art brut do Brasil, e ao investir no desenvolvimento de cada pesquisa individual, na construção de trajetórias consistentes e na ampliação de oportunidades de circulação, o QUE Brut busca romper barreiras históricas de acesso e reconhecimento, contribuindo para que esses artistas consolidem carreiras potentes e ocupem, de forma permanente e pertinente, os espaços de legitimidade das artes visuais.

Luiza Laloni e Fernando Soares